Aplicativo de social commerce é aposta das periferias de SP

Aplicativo de social commerce

Aplicativo de social commerce realiza compras coletivas com o objetivo de gastar menos

Com a solução social commerce, periferias de São Paulo criaram o aplicativo Facily. O objetivo é incentivar os usuários a realizar compras coletivas de vários produtos, entre os quais, itens de alimentação.

A proposta animou a moradora do Jardim Kagohara, zona sul da capital paulista, Elvira Campos.

“Quando vi o aplicativo eu já gostei por causa dos valores, as coisas eram muito baratas.”

Aplicativo de social commerce – como funciona

O aplicativo de social commerce faz a compra dos alimentos com preços competitivos em relação aos mercados da periferia. Além disso, a retirada dos produtos é feita posteriormente na casa de vizinhos credenciados como pontos de distribuição. Esse é um novo jeito de consumo nas periferias e favelas de São Paulo.

Ofertas de produtos

Por meio da criação de grupos formados por consumidores, que na maior parte são mulheres que fazem a gestão financeira da casa, o app apresenta ofertas de produtos que chama a atenção das usuárias. Isso porque elas frequentam o supermercado diariamente e conseguem fazer uma boa avaliação dos preços.

Contudo, o aplicativo de social commerce surge em um momento delicado da economia brasileira, que enfrenta a alta da inflação. Portanto, isso tudo afeta diretamente os preços de produtos da cesta básica. Sobre isso, Dona Elvira afirma que aproveita o app Facily para economizar na compra de itens como arroz, leite e óleo.

Dificuldade de operação

Embora apresente falhas em termos de pontos de distribuição, para Giovanna Alves, 20, vizinha da dona Elvira, o app está ajudando muitas pessoas que não conseguem fazer compras no supermercado. Entretanto, a única ressalva que ela faz é sobre a dificuldade do app em realizar processos de compra e os pontos de distribuição que ainda precisam aumentar na quebrada. 

“O ponto de entrega era aqui perto de casa, mas a mulher responsável pelo ponto desistiu, por isso eu quis pegar para mim. Já que minha casa é um ponto de entrega, meus produtos vêm para cá mesmo.”

Com isso, a moradora foi estratégica em colocar a sua casa como um ponto de distribuição. Entretanto, ela revela que vem lidando com problemas em relação à demora na entrega dos produtos.

Aplicativo de social commerce gera denúncias no Procon

Por outro lado, apesar dos bons preços dos produtos, há um número excessivo de reclamações contra o app no Procon em 2021. Só no primeiro semestre de 2020, foram registradas cinco reclamações. Porém, no primeiro semestre deste ano o índice saltou para mais de 11 mil reclamações.

Com o alto número, o Procon-SP recomendou que as compras pela plataforma fossem evitadas.

Porém, uma reportagem do portal Tilt verificou que uma grande parte dos moradores das periferias e favelas recorre a este formato de compra coletiva. Para eles já não é mais possível realizar a compra mensal nos supermercados.

Apesar das falhas no app, o que é levado em consideração no fim é a economia de dinheiro na gestão das compras de casa.

*Foto: Unsplash

Aplicativo de social commerce realiza compras coletivas com o objetivo de gastar menos

Com a solução social commerce, periferias de São Paulo criaram o aplicativo Facily. O objetivo é incentivar os usuários a realizar compras coletivas de vários produtos, entre os quais, itens de alimentação.

A proposta animou a moradora do Jardim Kagohara, zona sul da capital paulista, Elvira Campos.

“Quando vi o aplicativo eu já gostei por causa dos valores, as coisas eram muito baratas.”

Aplicativo de social commerce – como funciona

O aplicativo de social commerce faz a compra dos alimentos com preços competitivos em relação aos mercados da periferia. Além disso, a retirada dos produtos é feita posteriormente na casa de vizinhos credenciados como pontos de distribuição. Esse é um novo jeito de consumo nas periferias e favelas de São Paulo.

Ofertas de produtos

Por meio da criação de grupos formados por consumidores, que na maior parte são mulheres que fazem a gestão financeira da casa, o app apresenta ofertas de produtos que chama a atenção das usuárias. Isso porque elas frequentam o supermercado diariamente e conseguem fazer uma boa avaliação dos preços.

Contudo, o aplicativo de social commerce surge em um momento delicado da economia brasileira, que enfrenta a alta da inflação. Portanto, isso tudo afeta diretamente os preços de produtos da cesta básica. Sobre isso, Dona Elvira afirma que aproveita o app Facily para economizar na compra de itens como arroz, leite e óleo.

Dificuldade de operação

Embora apresente falhas em termos de pontos de distribuição, para Giovanna Alves, 20, vizinha da dona Elvira, o app está ajudando muitas pessoas que não conseguem fazer compras no supermercado. Entretanto, a única ressalva que ela faz é sobre a dificuldade do app em realizar processos de compra e os pontos de distribuição que ainda precisam aumentar na quebrada. 

“O ponto de entrega era aqui perto de casa, mas a mulher responsável pelo ponto desistiu, por isso eu quis pegar para mim. Já que minha casa é um ponto de entrega, meus produtos vêm para cá mesmo.”

Com isso, a moradora foi estratégica em colocar a sua casa como um ponto de distribuição. Entretanto, ela revela que vem lidando com problemas em relação à demora na entrega dos produtos.

Aplicativo de social commerce gera denúncias no Procon

Por outro lado, apesar dos bons preços dos produtos, há um número excessivo de reclamações contra o app no Procon em 2021. Só no primeiro semestre de 2020, foram registradas cinco reclamações. Porém, no primeiro semestre deste ano o índice saltou para mais de 11 mil reclamações.

Com o alto número, o Procon-SP recomendou que as compras pela plataforma fossem evitadas.

Porém, uma reportagem do portal Tilt verificou que uma grande parte dos moradores das periferias e favelas recorre a este formato de compra coletiva. Para eles já não é mais possível realizar a compra mensal nos supermercados.

Apesar das falhas no app, o que é levado em consideração no fim é a economia de dinheiro na gestão das compras de casa.

*Foto: Unsplash

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