Tecnologia no Ibovespa: setor ganha cada vez mais espaço

Tecnologia no Ibovespa

Tecnologia no Ibovespa já respondeu por mais de 50% da carteira do índice, com a privatização do Sistema Telebrás, no fim dos anos 1990

Ao longo de 2019 e 2020, as ações de tecnologia de empresas do Brasil acumularam alta de 111,4%. Mas caiu 32,2% neste ano. Os dados são da Teva Indices. Embora o setor tenha uma fração nos Estados Unidos, onde o valor combinado das big techs ultrapassa o do segmento europeu como um todo, analistas avaliam que as empresas de tecnologia nacionais caminham para um patamar de relevância cada vez maior.

Setor de tecnologia no Ibovespa

Quem aposta no setor de tecnologia no Ibovespa como tendência é a Teva Indices. Ela lançou no mês passado o Índice de Ações Tech Brasil. Ele é pioneiro em destacar o desempenho deste mercado e negócios que se constituem a partir dele. Isso deu origem ao ETF (fundo de índice) TECB11. Por meio dele, estão incluídas empresas sediadas no país, além de companhias que apresentam parte relevante de seus negócios no país.

Carteira do Índice

A carteira teórica do índice é formada por 25 empresas locais e BDRs de companhias estrangeiras. Além disso, Magazine Luiza, Mercado Livre, PagSeguro e Stone apresentam as maiores participações. Juntas, respondem por 20%.

O rebalanceamento acontece trimestralmente e considera o volume de negociação, capitalização de mercado, percentual de ações disponíveis para negociação em bolsa, e governança corporativa da empresa.

De acordo com Gabriel Verea, CEO da Teva Indices, são selecionadas empresas de diferentes áreas do setor de tecnologia, como:

  • como serviços financeiros;
  • produção e comercialização de software, hardware e equipamentos de tecnologia;
  • e e-commerce.

Este último foi um dos segmentos que apresentou melhor desempenho durante a pandemia, com destaque para o Mercado Livre. Em seu balanço trimestral, a companhia informou lucro líquido de US$ 126,1 milhões, demonstrando crescimento de 139,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita líquida foi de US$ 1,2 bilhão, um aumento de 69%. Contudo, há alguns dias, a empresa também fez uma captação de US$ 1,55 bilhão em seu primeiro follow-on em mais de dois anos.

Grande representatividade no Ibovespa no passado

Vale lembrar que o setor já apresentou grande expressividade no Ibovespa no passado. Prova disso é que no fim dos anos 1990, com a privatização do Sistema Telebrás, a área chegou a responder por mais de 50% da carteira do índice.

Por outro lado, fusões, problemas societários, superciclo de commodities e o boom imobiliário, contribuíram para que o setor se tornasse menos relevante. Junto a isso também veio as aberturas de capital de empresas de outros setores.

Mas para Alexandre Constantini, estrategista-chefe da Catarina Capital há bastante espaço para “boas empresas de tecnologia lançarem ações na Bolsa nos próximos anos. Isso fica evidente pelo apetite de investidores por ativos de venture capital”.

*Foto: Unsplash

Tecnologia no Ibovespa já respondeu por mais de 50% da carteira do índice, com a privatização do Sistema Telebrás, no fim dos anos 1990

Ao longo de 2019 e 2020, as ações de tecnologia de empresas do Brasil acumularam alta de 111,4%. Mas caiu 32,2% neste ano. Os dados são da Teva Indices. Embora o setor tenha uma fração nos Estados Unidos, onde o valor combinado das big techs ultrapassa o do segmento europeu como um todo, analistas avaliam que as empresas de tecnologia nacionais caminham para um patamar de relevância cada vez maior.

Setor de tecnologia no Ibovespa

Quem aposta no setor de tecnologia no Ibovespa como tendência é a Teva Indices. Ela lançou no mês passado o Índice de Ações Tech Brasil. Ele é pioneiro em destacar o desempenho deste mercado e negócios que se constituem a partir dele. Isso deu origem ao ETF (fundo de índice) TECB11. Por meio dele, estão incluídas empresas sediadas no país, além de companhias que apresentam parte relevante de seus negócios no país.

Carteira do Índice

A carteira teórica do índice é formada por 25 empresas locais e BDRs de companhias estrangeiras. Além disso, Magazine Luiza, Mercado Livre, PagSeguro e Stone apresentam as maiores participações. Juntas, respondem por 20%.

O rebalanceamento acontece trimestralmente e considera o volume de negociação, capitalização de mercado, percentual de ações disponíveis para negociação em bolsa, e governança corporativa da empresa.

De acordo com Gabriel Verea, CEO da Teva Indices, são selecionadas empresas de diferentes áreas do setor de tecnologia, como:

  • como serviços financeiros;
  • produção e comercialização de software, hardware e equipamentos de tecnologia;
  • e e-commerce.

Este último foi um dos segmentos que apresentou melhor desempenho durante a pandemia, com destaque para o Mercado Livre. Em seu balanço trimestral, a companhia informou lucro líquido de US$ 126,1 milhões, demonstrando crescimento de 139,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita líquida foi de US$ 1,2 bilhão, um aumento de 69%. Contudo, há alguns dias, a empresa também fez uma captação de US$ 1,55 bilhão em seu primeiro follow-on em mais de dois anos.

Grande representatividade no Ibovespa no passado

Vale lembrar que o setor já apresentou grande expressividade no Ibovespa no passado. Prova disso é que no fim dos anos 1990, com a privatização do Sistema Telebrás, a área chegou a responder por mais de 50% da carteira do índice.

Por outro lado, fusões, problemas societários, superciclo de commodities e o boom imobiliário, contribuíram para que o setor se tornasse menos relevante. Junto a isso também veio as aberturas de capital de empresas de outros setores.

Mas para Alexandre Constantini, estrategista-chefe da Catarina Capital há bastante espaço para “boas empresas de tecnologia lançarem ações na Bolsa nos próximos anos. Isso fica evidente pelo apetite de investidores por ativos de venture capital”.

*Foto: Unsplash

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