Telescópio espacial: NASA anuncia equipamento para estudar evolução da Via Láctea

Telescópio espacial Cosi

O telescópio espacial ‘Cosi’ vai ajudar a esclarecer a origem dos elementos químicos

A NASA acaba de selecionar a proposta de construção de um novo telescópio espacial. Ele foi projetado com o objetivo de estudar o nascimento e a morte das estrelas e a formação de elementos químicos na Via Láctea.

Telescópio espacial ‘Cosi’

O telescópio espacial ‘Cosi’ (Compton Spectrometer and Imager, ou Espectrômetro e Imageador Compton), deverá ser lançado em 2025. A proposta inicial é observar os céus na frequência dos raios gama.

Além disso, um telescópio Compton mede a posição e as energias de uma sequência de dispersões de um raio gama para definir seu caminho. No caso, o espalhamento de fótons de partículas carregadas é chamado de espalhamento Compton, em homenagem a Arthur Compton, primeiro a medir o espalhamento fóton-elétron, em 1922.

Raios gama

Os raios gama também possuem uma frequência muito superior à da luz visível. Os fótons dessa forma de radiação eletromagnética contêm muito mais energia do que os raios X. Isso torna extremamente difícil a tarefa de captá-los.

Os raios gama se originam nas colisões entre partículas de matéria ou de luz, que ocorrem com maior frequência nos processos astronômicos mais radicais, com energia suficiente para criar elementos mais pesados.

O telescópio espacial COSI irá estudar os raios gama emitidos por átomos radioativos produzidos quando estrelas massivas explodiram, mapeando onde os elementos químicos foram formados na Via Láctea.

Além disso, a missão também investigará a origem misteriosa dos pósitrons da nossa galáxia. Conhecidos também como antielétrons, essas partículas de antimatéria possuem a mesma massa de um elétron, mas uma carga positiva.

Teste em balões

O maior idealizador do projeto Cosi é o professor John Tomsick, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Sendo assim, sua equipe vem desenvolvendo a tecnologia de observação há décadas por meio de voos em balões científicos. Em 2016, eles enviaram uma versão do instrumento de raios gama a bordo de um balão de superpressão lançado pela NASA, projetado para voos longos e cargas pesadas.

Na ocasião, o voo detectou várias emissões de raios gama, validando a tecnologia e abrindo caminho para a viabilização do telescópio Cosi.

O investimento para a missão espacial será em torno de US$ 145 milhões, sem incluir os custos de lançamento.

*Foto: Reprodução/UC Berkeley

O telescópio espacial ‘Cosi’ vai ajudar a esclarecer a origem dos elementos químicos

A NASA acaba de selecionar a proposta de construção de um novo telescópio espacial. Ele foi projetado com o objetivo de estudar o nascimento e a morte das estrelas e a formação de elementos químicos na Via Láctea.

Telescópio espacial ‘Cosi’

O telescópio espacial ‘Cosi’ (Compton Spectrometer and Imager, ou Espectrômetro e Imageador Compton), deverá ser lançado em 2025. A proposta inicial é observar os céus na frequência dos raios gama.

Além disso, um telescópio Compton mede a posição e as energias de uma sequência de dispersões de um raio gama para definir seu caminho. No caso, o espalhamento de fótons de partículas carregadas é chamado de espalhamento Compton, em homenagem a Arthur Compton, primeiro a medir o espalhamento fóton-elétron, em 1922.

Raios gama

Os raios gama também possuem uma frequência muito superior à da luz visível. Os fótons dessa forma de radiação eletromagnética contêm muito mais energia do que os raios X. Isso torna extremamente difícil a tarefa de captá-los.

Os raios gama se originam nas colisões entre partículas de matéria ou de luz, que ocorrem com maior frequência nos processos astronômicos mais radicais, com energia suficiente para criar elementos mais pesados.

O telescópio espacial COSI irá estudar os raios gama emitidos por átomos radioativos produzidos quando estrelas massivas explodiram, mapeando onde os elementos químicos foram formados na Via Láctea.

Além disso, a missão também investigará a origem misteriosa dos pósitrons da nossa galáxia. Conhecidos também como antielétrons, essas partículas de antimatéria possuem a mesma massa de um elétron, mas uma carga positiva.

Teste em balões

O maior idealizador do projeto Cosi é o professor John Tomsick, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Sendo assim, sua equipe vem desenvolvendo a tecnologia de observação há décadas por meio de voos em balões científicos. Em 2016, eles enviaram uma versão do instrumento de raios gama a bordo de um balão de superpressão lançado pela NASA, projetado para voos longos e cargas pesadas.

Na ocasião, o voo detectou várias emissões de raios gama, validando a tecnologia e abrindo caminho para a viabilização do telescópio Cosi.

O investimento para a missão espacial será em torno de US$ 145 milhões, sem incluir os custos de lançamento.

*Foto: Reprodução/UC Berkeley

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