Rodrigo Castro Alves Neves destaca como a IA está reestruturando a gestão empresarial

Rodrigo Castro Alves Neves destaca como a IA está reestruturando a gestão empresarial

Empresas de diversos setores já adotam a inteligência artificial em sua gestão, impactando a automação de processos e a administração do tempo

O avanço de tecnologias em nuvem, big data e inteligência artificial (IA) apresenta desafios e oportunidades para a gestão empresarial. Tendências do setor indicam que a aceleração tecnológica já não pode ser desconsiderada pelas empresas, uma vez que influencia diretamente no crescimento sustentável dos negócios.

Segundo a pesquisa Panorama de Gestão Fiscal e Financeira 2025, conduzida pela Qive em colaboração com a Endeavor, 79% das empresas no Brasil ainda não incorporam a IA em suas operações diárias. Dentre elas, 25% não têm planos de adotar essa tecnologia.

Essa resistência é percebida principalmente nas empresas dos setores financeiro e fiscal. Automatizar processos nessas áreas envolve alto risco e complexidade. Além disso, os colaboradores demonstram receio de serem substituídos, o que gera resistência à adoção dessas soluções.

A formação de profissionais é um dos principais desafios para as empresas que buscam incorporar a IA em seus processos. O estudo também revela que, nos próximos 12 meses, as organizações vão priorizar investimentos em tecnologia e capacitação, com destaque para as grandes empresas.

Avanços na gestão empresarial

A inteligência artificial pode ser um diferencial competitivo na gestão empresarial e deve ser vista como um meio, não um objetivo final. Ela atua como uma ferramenta de apoio, automatizando tarefas repetitivas e operacionais, o que possibilita que os profissionais dediquem mais tempo a atividades estratégicas.

O estudo mostrou que das empresas que utilizam IA, 77% a empregam para gerar relatórios e analisar dados, essa automação tem sido fundamental na transformação digital, reduzindo tarefas manuais e minimizando erros.

Para criar essa integração tecnológica, são necessárias três capacidades essenciais: organização de dados, integração de processos baseada em informações confiáveis e criação de soluções para otimização dos erros em tempo real.

Empresas que não adotam inteligência artificial em sua rotina enfrentam lacunas na tomada de decisões e na tabulação de dados, podendo perder oportunidades ou não conseguir identificar crises antes que se estabeleçam. Além disso, os negócios mais conservadores deixam de aproveitar benefícios na gestão de pessoas e na atração de novos talentos.

Nova era da gestão corporativa

A IA vem redesenhando a gestão empresarial, desafiando modelos de negócio e formatos de trabalho. Além dos avanços tecnológicos, a pandemia de covid-19 impôs novas regras e colocou em evidência a importância da gestão do tempo e do bem-estar dos colaboradores. Ao mesmo tempo, a inteligência artificial pode proporcionar às organizações um poder inédito para aprimorar operações e estimular a inovação.

A crescente complexidade e o impacto transformador da IA demandam uma nova estratégia de gestão empresarial. Especialistas indicam que as empresas não podem mais se apoiar em sistemas isolados que operam de forma independente. Agora, é fundamental adotar soluções integradas que estruturam dados e maximizam o potencial dessa tecnologia.

Sistemas como ERP (Enterprise Resource Planning), por exemplo, auxiliam na gestão financeira e na previsão de cenários com maior precisão. Esses softwares integram e automatizam os processos de uma empresa, permitindo aos colaboradores tomarem decisões estratégicas ao processar grandes volumes de dados.

Especialista consultado

Rodrigo Castro Alves Neves, economista graduado pela AEUDF/CEUB, possui mais de 30 anos de experiência em gestão empresarial. O empreendedor fundou sua primeira empresa nos anos 1990 e expandiu sua atuação na gestão dos negócios de sua família, as empresas Juiz de Fora Vigilância e Manchester Serviços. Nos anos 2000, fez parte da criação da EPS, Sete Serviços e IB Tecnologia, além de atuar como diretor financeiro na Federação do Comércio do Distrito Federal.

Em 2010, Rodrigo Castro Alves Neves fundou a holding Seven e, em 2016, adquiriu a Security Sata. Após o falecimento de seu pai, em 2020, assumiu integralmente a gestão das empresas, impulsionando seu crescimento sustentável. Com expertise nos setores de segurança, tecnologia, engenharia e nutrição animal, destaca-se em negociação, planejamento estratégico e governança corporativa, fortalecendo a reputação e a inovação dos negócios que lidera.

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