Plásticos biodegradáveis degradam-se na água do mar

Plásticos biodegradáveis

Plásticos biodegradáveis geram decepção por falsa promessa de livrar o mundo de um dos resíduos mais danosos e resistentes produzidos pela humanidade

Os plásticos biodegradáveis possuem o promissor polímero polilactida (PLA). Eles revelam poucos sinais de degradação na água do mar, local onde aparece que a maior parte dos plásticos vai parar, o que impacta o meio ambiente.

Plásticos biodegradáveis

Entretanto, o pesquisador Timo Rheinberger e seus colegas da Universidade de Twente, nos Países Baixos, podem ter encontrado a solução para reabilitar o PLA.

Isso porque eles sabem que a água destrói rapidamente as moléculas biológicas de RNA (ácido ribonucleico). Sendo assim, Rheinberger desenvolveu uma técnica para inserir nas longas moléculas de polilactida partes sintéticas similares a esses “pontos de ruptura” do RNA.

Neste caso, quando esses pontos de quebra foram inseridos de modo a compor 15% do plástico, o PLA se decompõe totalmente na água do mar depois de apenas duas semanas.

Moléculas de RNA quebradas

Além disso, a água pode facilmente quebrar as moléculas de RNA por conta de um processo chamado transesterificação. Com esta inspiração em mente, a equipe introduziu grupos químicos no PLA para facilitar sua quebra. Já os pontos sensíveis à transesterificação são introduzidos durante a síntese do PLA.

Diferentes versões

Contudo, a equipe criou diferentes versões do PLA contendo pontos de ruptura inspirados no DNA para representar de 3 a 15% dos polímeros finais. Nos testes, eles imergiram filmes dos novos PLAs em água do mar artificial e mediram a alteração no peso dos filmes e a liberação de ácido lático, um produto da degradação do PLA.

Decomposição

O polímero com a maior concentração de pontos de quebra, 15%, se decompôs totalmente em ácido lático após duas semanas. Por outro lado, os polímeros com concentrações mais baixas demoraram mais, com as extrapolações mostrando que, com 3%, o material poderá durar por vários anos. Mas, finalmente irá se degradar, ao contrário do material produzido hoje.

Conclusão

Por fim, as aplicações potenciais da técnica não se limitam ao PLA, conforme os pesquisadores: para eles, adicionar pontos de ruptura pode acelerar a decomposição de outros polímeros plásticos e se tornar uma estratégia-chave para evitar mais poluição marinha.

*Foto: Divulgação

Plásticos biodegradáveis geram decepção por falsa promessa de livrar o mundo de um dos resíduos mais danosos e resistentes produzidos pela humanidade

Os plásticos biodegradáveis possuem o promissor polímero polilactida (PLA). Eles revelam poucos sinais de degradação na água do mar, local onde aparece que a maior parte dos plásticos vai parar, o que impacta o meio ambiente.

Plásticos biodegradáveis

Entretanto, o pesquisador Timo Rheinberger e seus colegas da Universidade de Twente, nos Países Baixos, podem ter encontrado a solução para reabilitar o PLA.

Isso porque eles sabem que a água destrói rapidamente as moléculas biológicas de RNA (ácido ribonucleico). Sendo assim, Rheinberger desenvolveu uma técnica para inserir nas longas moléculas de polilactida partes sintéticas similares a esses “pontos de ruptura” do RNA.

Neste caso, quando esses pontos de quebra foram inseridos de modo a compor 15% do plástico, o PLA se decompõe totalmente na água do mar depois de apenas duas semanas.

Moléculas de RNA quebradas

Além disso, a água pode facilmente quebrar as moléculas de RNA por conta de um processo chamado transesterificação. Com esta inspiração em mente, a equipe introduziu grupos químicos no PLA para facilitar sua quebra. Já os pontos sensíveis à transesterificação são introduzidos durante a síntese do PLA.

Diferentes versões

Contudo, a equipe criou diferentes versões do PLA contendo pontos de ruptura inspirados no DNA para representar de 3 a 15% dos polímeros finais. Nos testes, eles imergiram filmes dos novos PLAs em água do mar artificial e mediram a alteração no peso dos filmes e a liberação de ácido lático, um produto da degradação do PLA.

Decomposição

O polímero com a maior concentração de pontos de quebra, 15%, se decompôs totalmente em ácido lático após duas semanas. Por outro lado, os polímeros com concentrações mais baixas demoraram mais, com as extrapolações mostrando que, com 3%, o material poderá durar por vários anos. Mas, finalmente irá se degradar, ao contrário do material produzido hoje.

Conclusão

Por fim, as aplicações potenciais da técnica não se limitam ao PLA, conforme os pesquisadores: para eles, adicionar pontos de ruptura pode acelerar a decomposição de outros polímeros plásticos e se tornar uma estratégia-chave para evitar mais poluição marinha.

*Foto: Divulgação

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