Cibersegurança no Brasil e no mundo em 2023: O que esperar?

Cibersegurança no Brasil

Cibersegurança no Brasil diz respeito à prevenção e resposta imediata a ataques cibernéticos são as palavras de ordem no setor em 2023

Prevenção e resposta imediata a ataques cibernéticos devem ser as palavras de ordem no setor em 2023. Isso porque diante de ameaças cada vez mais globalizadas e, especialmente, direcionadas, o Brasil deve se inserir cada vez mais no cenário mundial como um alvo constante, com empresas de diferentes setores se tornando altamente visadas pelos criminosos.

Cibersegurança no Brasil

Além disso, a cibersegurança no Brasil tem um movimento que acompanha uma proliferação absoluta dos dispositivos da Internet das Coisas. Isso aumenta cada vez mais a superfície de ameaças, e a necessidade de disponibilidade constante. Ficar horas, dias e semanas fora do ar durante uma recuperação não deve ser algo considerável, com medidas de defesa e resiliência devendo ser aplicadas para que a resposta seja rápida e a proteção, maior. É o que sinaliza Raphael Tedesco, gerente de alianças na América Latina da empresa de cibersegurança NSFOCUS:

“Aparelhos inteligentes tendem a ter menos controles de segurança e seguem sendo alvos fáceis.”

Para ele, o desenvolvimento de aplicativos e o uso massivo de aparelhos conectados segue como tendência e, também, um risco em potencial.

Aumento de ataques de phishing

Enquanto isso, a previsão do especialista para 2023 é de um aumento de ataques de phishing segmentados, feitos diretamente contra corporações e organizações brasileiras. Contudo, os assuntos do momento e clickbaits seguirão sendo usados como isca, além do uso de linguagens características, documentos e marcas das indústrias a serem atingidas, exigindo ainda mais atenção dos trabalhadores para identificar golpes de engenharia social.

Ataques de negação

Por outro lado, os ataques de negação de serviço podem surgir como fator de distração, indica Tedesco.

“Um dos ataques mais utilizados do mundo também é muito utilizado para mascarar vetores de outros tipos de ameaça.”

Para ele, segmentos como saúde, educação, governo, provedores de serviço, telecomunicações e instituições financeiras devem ser os mais atingidos. Já as redes sociais, onde está presente a maior parte dos brasileiros, também deve ser um alvo.

Ameaça aumenta, investimento também

Em relação ao mercado global de segurança digital, que hoje está complexo e perigoso, a expectativa é de um crescimento anual de 8,9%. Tal crescimento também deve se refletir no Brasil, com as companhias entendendo essa como uma prioridade e realizando mais investimentos em sistemas de proteção da nuvem, resposta a incidentes e recuperação.

Falhas humanas e regulações

As tendências de ameaças nacionais dialogam diretamente com as projeções mundiais, que colocam o uso de sistemas de confiança zero e inteligência artificial como os principais aliados da segurança digital. Isso porque, quando falamos da mão de obra humana, ainda há um alto índice de eficácia em ataques que as máquinas, se espera, seriam capazes de evitar.

De acordo com dados da operadora americana Verizon, os erros de colaboradores e usuários finais como as causas de 82% das brechas de segurança. Vale destacar que em um ambiente pós-vacina, com trabalho híbrido e dispositivos atuando fora dos domínios de segurança dos escritórios, sistemas de zero trust na nuvem se tornam essenciais como portão de entrada que mantém os intrusos de fora, enquanto permite o acesso a quem é devido.

Sistemas de proteção integrados

Entre dispositivos pessoais sendo usados no cotidiano corporativo e diferentes níveis de segurança em plataformas que precisam estar disponíveis o tempo todo, um levantamento da Skyhigh Security indica a necessidade de sistemas de proteção integrados e construídos, do zero, com a segurança em mente. Não dá mais para escolher diferentes fornecedores e acreditar em propostas variadas, principalmente diante de ameaças cada vez maiores.

Medidas regulatórias globais

Já a necessidade de maior monitoramento acompanha também uma base legal, na qual medidas regulatórias globais, cada vez mais, responsabilizam empresas por brechas que coloquem em risco a privacidade dos clientes. Neste caso, a expectativa é que, ao final do ano que vem, 75% dos cidadãos do mundo estejam cobertos por algum tipo de norma relacionada à proteção de informações, o que torna a defesa contra ataques cibernéticos ainda mais importante.

Segmentação, identificação e resiliência

Por fim, segmentação, identificação e resiliência são os termos citados pela Skyhigh em seu relatório. Enquanto isso, a busca pelo equilíbrio entre as finanças e a necessidade de investimento deve seguir como um desafio para líderes de tecnologia de todo o mundo. No entanto, uma coisa é certa: o tradicional não funciona mais e, acima de mais medidas de proteção e sistemas, é preciso uma mudança de pensamento.

*Foto: Reprodução

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