Angra Partners lança fundo de venture capital

Angra Partners lança fundo de venture capital

Angra Partners tem R$ 200 milhões para investir

Algumas empresas com mais tempo de mercado vêm enfrentando dificuldades para levantar recursos em um cenário de liquidez ainda baixa. Já para os fundos que tem dinheiro de sobra é o momento de aproveitar e encontrar empresas de qualidade, sem valuations inflados.

É o caso da Angra Partners, do CEO Alberto Guth. A gestora é focada no private equity, mas acaba de lançar seu primeiro fundo de venture capital, com R$ 200 milhões para investir.

Grupo Angra Partners

Voltado à inovação, tecnologia e impacto, o fundo Angra Partners tem como única cotista a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O fundo será focado no early growth, com investimento em rodadas de séries A e B.

Responsável por gerir o capital de risco

Além disso, o comando de capital de risco volta a ser de responsabilidade de Murillo Vianna, que havia deixado a empresa em 2017, depois de 11 anos na companhia.

Startups mais experientes

Em relação à busca por empresas mais experientes para o novo fundo tem a ver com o histórico da Angra. Ou seja, o de investir em companhias já consolidadas no mercado. O intuito é que sejam feitos investimentos em aproximadamente 8 a 12 empresas, com cheques de R$ 15 milhões a R$ 30 milhões.

O executivo ressalta que a procura é por startups que já tenham modelo provado, tração e no momento de avançar no mercado, com faturamento a partir de R$ 15 milhões. Contudo, o fundo exige, além dos direitos padrão de venture capital, participação minoritária relevante e pelo menos uma cadeira em conselho. Em breve, o primeiro investimento do fundo deve ser anunciado e já há mais outras duas companhias em negociação.

Venture capital no Brasil

Atualmente, o cenário de venture capital no Brasil se baseia em um ecossistema mais maduro, favorecendo os investidores.

Por fim, Murillo admite que o Brasil mudou bastante na última década, a partir de diversos centros de aceleração, incubadoras, redes de investidores-anjos, fundos em todos os estágios, além de empreendedores de alta qualidade e novos modelos de negócio que se propõem a inovar. E tais empreendedores precisam de apoio do mercado. Com isso, cria-se um cenário onde há bons investimentos a serem feitos e muito valor a ser destravado.

Fonte: Foto de EyeEm na Freepik

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