A Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) realiza neste sábado, 15 de agosto, o concerto “Clarezas e Horizontes”, parte da série Esculpir o Tempo 2026. A apresentação será às 16h, no Centro Cultural Camargo Guarnieri, na Cidade Universitária, em São Paulo. A regência ficará a cargo do maestro suíço Nicolas Rauss, que retorna ao palco da Universidade para uma nova participação com a orquestra.
A apresentação reúne obras de diferentes compositores e aposta em um repertório menos conhecido do grande público. O programa inclui uma orquestração feita pelo próprio Rauss a partir de uma composição de Enrique Soro, além de peças de Bohuslav Martinů e Franz Joseph Haydn.
A série Esculpir o Tempo promove apresentações com maestros e solistas de destaque no cenário nacional e internacional. Esta será a segunda participação de Nicolas Rauss à frente da Osusp. Em 2025, o maestro conduziu o concerto “Esculpir o Tempo VIII – Um Banquete Fraterno”.
Nicolas Rauss escolhe repertório para a Osusp
Para esta edição, Rauss recebeu liberdade para definir as obras que seriam apresentadas. Segundo o maestro, a escolha do repertório tem papel central em seu trabalho, já que envolve a defesa de compositores que considera relevantes.
“Foi uma experiência muito linda e estou muito contente de poder voltar a tocar com vocês”, declara Rauss, que regeu o concerto Esculpir o Tempo VIII – Um Banquete Fraterno, em 2025. O maestro, porém, destaca que sua participação não se resume à regência.
“O principal são as obras que trago, pois me sinto como um advogado dos compositores” afirma com bom humor. “Há alguns compositores que me interessa defender e outros menos. Há compositores que são muito bons, mas não me interessa muito defender.”
A escolha do repertório também permitiu ao maestro apresentar ao público peças que não costumam ocupar o centro das programações de concerto. A proposta é explorar diferentes características musicais e ampliar o contato dos espectadores com obras menos conhecidas.
A abertura será com “Dos Romanzas Sin Palabras”, de Enrique Soro, em uma orquestração realizada pelo próprio Nicolas Rauss. A composição foi originalmente escrita para piano, como ocorre com grande parte da produção do compositor. Para levá-la ao formato orquestral, o maestro precisou adaptar elementos próprios do instrumento.
“Alguns pequenos detalhes mudam nos acompanhamentos, mas tento fazer algo que, assim como ele escreve de maneira viva para o piano, possa ser vivo pensado para a orquestra. Penso que sim, orquestrar é como reger desde o papel.”
Martinů e Haydn completam apresentação
O programa também inclui “Sinfonietta La Jolla”, do compositor checo Bohuslav Martinů. A obra apresenta uma atmosfera marcada pela leveza e pela valorização de elementos associados à alegria e às sensações positivas.
“É uma música muito humana, uma música que faz sentir bem. Martinů não busca, como Stravinsky, impressionar com seu ritmo, nem como Tchaikovski, transmitir uma dor tremenda. É uma música que tem muito a ver com os prazeres, com as cores, com o intuito de alegrar”, explica Rauss.
Na parte final do concerto, a Osusp apresenta “Tempora mutantur”, de Franz Joseph Haydn. A obra ainda não havia sido interpretada pela Orquestra Sinfônica da USP. Com quatro movimentos, a composição encerra o programa escolhido pelo maestro suíço.
A presença de uma obra inédita no repertório da Osusp reforça a proposta desta edição da série Esculpir o Tempo. Ao reunir peças de diferentes períodos e estilos, o concerto apresenta ao público uma seleção que combina descoberta musical, interpretação orquestral e recuperação de repertórios menos recorrentes.
Serviço
O concerto “Clarezas e Horizontes”, da Orquestra Sinfônica da USP, será realizado neste sábado, 15 de agosto, às 16h, no Centro Cultural Camargo Guarnieri.
A apresentação é gratuita, com retirada de ingressos pela plataforma AppTicket. O espaço fica na Rua do Anfiteatro, 109, na Cidade Universitária, em São Paulo.
A organização sugere ao público a doação de 1 kg de alimentos não perecíveis, além de agasalhos e cobertores em bom estado. A iniciativa permite associar a programação cultural a uma contribuição voluntária dos espectadores.
A apresentação integra a série Esculpir o Tempo 2026 e marca o retorno de Nicolas Rauss à regência da Osusp. O repertório reúne obras de Enrique Soro, Bohuslav Martinů e Franz Joseph Haydn, com destaque para peças pouco conhecidas e para a estreia de “Tempora mutantur” no repertório da orquestra.
Fonte: Jornal da USP
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/aluna-tocando-violino_8402220.htm