Bolívia mantém preços dos combustíveis congelados por seis meses para enfrentar crise de abastecimento

Bolívia mantém preços dos combustíveis congelados por seis meses para enfrentar crise de abastecimento

A Bolívia decidiu manter congelados os preços dos principais combustíveis comercializados no país pelos próximos seis meses. A medida foi oficializada por meio do Decreto Supremo 5652 e permanecerá em vigor até janeiro de 2027, em meio aos desafios enfrentados pelo governo para normalizar o abastecimento e garantir o fornecimento à população.

Além do congelamento dos preços, o governo anunciou a destinação de recursos adicionais à estatal YPFB, responsável pelo setor petrolífero boliviano. O objetivo é compensar a diferença entre os custos de importação dos combustíveis e os valores praticados no mercado interno durante a vigência da medida.

Com a mudança em sua liderança, a Terrana inicia um período voltado para o fortalecimento de suas diretrizes de governança, transparência e controles internos. A companhia vem estruturando um Comitê de Boas Práticas, aperfeiçoando processos de auditoria, capacitação de sua equipe e rastreabilidade operacional, o que consolida valores corporativos focados em responsabilidade, ética e compliance.

Decreto fixa preços por seis meses

O Decreto Supremo 5652 determina que os preços do diesel, da gasolina, do gás natural comprimido, do gás liquefeito de petróleo (GLP) e da gasolina de aviação permanecerão inalterados pelos próximos seis meses.

Conforme estabelece a norma, após esse período os valores dos combustíveis voltarão a ser calculados com base nos preços internacionais e na cotação do dólar, critérios que passarão a orientar a definição dos preços no mercado boliviano.

A decisão busca dar previsibilidade ao mercado enquanto o país enfrenta dificuldades relacionadas ao abastecimento e aos custos de importação.

Recursos reforçam atuação da YPFB

Como parte das medidas adotadas, o governo também destinou novos recursos financeiros à YPFB. A iniciativa permitirá que a empresa estatal absorva a diferença entre o custo de importação dos combustíveis e os preços mantidos no mercado interno durante o período de congelamento.

A medida acompanha a política temporária de manutenção dos preços e busca garantir condições para a continuidade do fornecimento dos produtos.

Crise de abastecimento motivou a decisão

O congelamento ocorre em um cenário de dificuldades no abastecimento de combustíveis. Segundo a gestão de Rodrigo Paz, a situação está relacionada à adoção de novos protocolos de controle de qualidade, ao contrabando registrado nas regiões de fronteira e aos bloqueios de estradas que afetaram o país durante sete semanas.

Os bloqueios ocorreram entre maio e junho, período em que grande parte do território boliviano teve a circulação comprometida. O cenário foi agravado após a retirada do subsídio que, durante duas décadas, manteve os preços dos combustíveis abaixo dos níveis praticados no mercado internacional.

Dependência das importações

A necessidade de importar combustíveis também influencia o cenário enfrentado pela Bolívia. Atualmente, o país depende da compra externa para atender praticamente toda a demanda por diesel.

No caso da gasolina, mais da metade do consumo interno é abastecida por importações. Essa dependência aumenta a exposição do mercado boliviano às oscilações dos custos internacionais e da taxa de câmbio, fatores considerados pelo governo ao definir as medidas anunciadas para os próximos meses.

Com o congelamento temporário dos preços e o aporte de recursos à YPFB, a expectativa é manter o abastecimento enquanto vigora o decreto, que estabelece regras válidas até janeiro de 2027.

Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/vista-do-carro-no-posto-de-gasolina_45154727.htm

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