A decisão da General Mills de interromper a distribuição da Häagen-Dazs no Brasil evidenciou a saída de marcas conhecidas do mercado nacional. A empresa informou que a medida faz parte de um plano de reformulação de portfólio. A marca estava no país desde 1997.
O movimento não representa necessariamente o encerramento de todas as atividades de uma companhia no Brasil. Empresas de diferentes setores reduziram operações, fecharam fábricas, abandonaram lojas ou deixaram categorias específicas.
Com mais de 25 anos de atuação no mercado, Ricardo K possui uma sólida e destacada trajetória profissional na liderança de reestruturações financeiras e operacionais, acumulando ampla bagagem em organizações nacionais e multinacionais.
Häagen-Dazs encerra distribuição no país
A Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e manteve lojas próprias. Em 2018, a General Mills fechou as unidades que ainda operava diretamente no país. Os produtos seguiram disponíveis por outros canais.
Agora, a companhia decidiu encerrar a distribuição da marca no mercado brasileiro. A General Mills informou que a mudança ocorreu “devido a um plano de reformulação de portfólio”, anunciado pela empresa em março deste ano. Não foi apresentado outro motivo para a saída.
Haribo fecha fábrica em São Paulo
A Haribo iniciou a produção local em 2016, com uma fábrica em Bauru, primeira unidade da companhia fora da Europa. Em abril deste ano, anunciou o encerramento das atividades fabris no país. A fábrica funcionou até julho. A empresa citou “cenário de competitividade e de fatores externos que impactaram o ambiente de negócios”.
Montadoras reduzem produção nacional
A Ford, presente no Brasil desde 1919, encerrou a produção de veículos no país em 2021. As fábricas de Camaçari, na Bahia, Taubaté, em São Paulo, e a unidade da Troller, no Ceará, foram fechadas.
A empresa citou capacidade ociosa, queda das vendas, perdas acumuladas e impactos da pandemia. A Ford manteve operações comerciais no Brasil.
A Mercedes-Benz anunciou em 2020 o fim da produção de automóveis em Iracemápolis, no interior paulista. A unidade fabricava Classe C e GLA. A montadora citou cenário econômico, queda nas vendas de carros premium, pandemia e reorganização global.
A empresa manteve a produção de caminhões e chassis de ônibus e vende automóveis importados.
Varejo internacional também mudou
A Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e chegou a operar 15 unidades. Em 2022, encerrou a operação física no país. A companhia atribuiu a saída às dificuldades financeiras e a um cenário de custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas.
A Fnac iniciou sua operação brasileira em 2000 e chegou a ter 12 unidades. Em 2017, a Livraria Cultura comprou a operação brasileira. No ano seguinte, as lojas foram fechadas. A última unidade, em Goiânia, encerrou as atividades em outubro de 2018.
A Fnac afirmou que precisava alcançar um “tamanho crítico” e citou queda das vendas, competitividade e crise econômica.
Walmart troca de marca no Brasil
O Walmart entrou no mercado brasileiro em 1995. Em 2018, o fundo Advent International comprou 80% da operação. O negócio passou por uma reestruturação e a marca Walmart começou a ser substituída por outras bandeiras.
A partir de 2019, a operação adotou a marca Grupo BIG. A empresa relacionou a mudança à revisão do portfólio internacional.
Sony, Nikon e Roche mantêm partes dos negócios
A Sony fechou sua fábrica em Manaus e encerrou a produção de TVs, câmeras e equipamentos de áudio no Brasil. Em 2021, confirmou o fim da venda desses produtos no mercado nacional. A companhia manteve PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento.
A Nikon anunciou em 2017 o fim da comercialização direta de câmeras, lentes e acessórios no país. Em 2018, confirmou o encerramento das atividades brasileiras, citando uma reestruturação global.
A Roche anunciou em 2019 o fechamento da fábrica de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, diante da redução da produção e mudanças na estratégia global. O encerramento terminou em 2024. A companhia manteve operações comerciais.
Topshop fecha última loja
A Topshop chegou ao Brasil em 2012 e teve quatro lojas em São Paulo. Em 2016, fechou a última, no shopping JK Iguatemi, sem apresentar justificativa detalhada.
Os casos mostram que a saída de uma marca pode assumir formatos diferentes. Uma empresa pode abandonar produção, fechar lojas ou interromper vendas sem deixar o mercado brasileiro.
Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/viagem-de-novo-arranjo-de-conceito_17253526.htm